>

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Olhos de águas vindas de outros oceanos


Ouvindo um velho álbum do Skank me peguei pensando em como sinto saudade de uma época da minha vida.
Sei que  é divino e maravilhoso viver o que agora acontece.
 O que me faz falta é ser mais sensível, mais sorridente, mais conhecedora de discos novos ou velhos.
Saudade de tardes gostosas com cara de tarde.
Saudade de descobrir,
Saudade da paixão apaixonante  por quase tudo novo. Por gente, por arte, por ser livre.
De lutar para ser assim.
Topar qualquer parada. No fear.
Acho que me tornei uma velha chata cheia de boletos.
Mas ouvindo essas canções hoje percebo que meu coração não morre.
Tanto mar que ainda vem
Amores imperfeitos.
Peito aberto.
Todo dia é dia de viver






segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Atenção para o refrão

Atenção
Precisa ter olhos firmes
Pra este sol
Para esta escuridão
[ um registrinho para esse 2015 e um sol na beira do La Plata]

quarta-feira, 15 de outubro de 2014



Chegou a hora de desver. Tanto tempo sem escrever uma linha só e a única coisa que penso é isso.  É veia, sangue, coração.  Vou desatar, mas não vou me acender agora. Vou parar de criar, de pensar, de contar mil anos atrás, o ano que eu nasci.
Cansei de quase tá cansada. Dois mil e quatorze.  Vou me desver.  Vai,vai sarar. A boca da solidão é grande. A disciplina é parente da chatice.


Então é isso, meus caros. Leiam a placa: é proibido cochilar!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014



Como nos meus sonhos mar de pedras
Como nos meus sonhos descobri a cura, o meu antídoto
Como na partida as nossas lágrimas
Como na partida eu descobri a cura da saudade
Todo aquele choro e a vontade de ficar
O coração suplica
Como na mentira o falso alarme
Como na mentira eu descobri a cura do cinismo
Como na batida, no compasso
Como na batida eu descobri a cura do atraso
Serve pra quem errou e luta sempre pra acertar
O coração suplica
Como na fraqueza, no fracasso, pesadelos de avião
Nos meus gritos, nos meus braços. mesmo em brigas de irmãos

[ Phil Veras]

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


"É o saco sem fundo sem nexo do mundo, eu sei"

domingo, 8 de dezembro de 2013

Mas trago de cabeça uma canção do rádio

Penso que o Planalto Central pensou bem vezes antes de fazer aparecer na minha frente as pessoas que ele  achou que eu merecia. Sinto que às vezes sou injusta pq num mundo de gente tão só, eu tenho tanto afago de quem senta na minha cama e não me julga quando falo que tenho vontade de largar tudo por amor. Emprego, estudo, os poucos móveis. Quando eu falo do quanto gosto de morar aqui e de como esse gostar não tem o menor sentido quando penso no meu futuro, nos meus sonhos bobos.
Uma saudade imensa, umas coisas que não se explicam, Assim em palavras fáceis. Sem códigos. Ouvindo Belchior e numa vontade de ir pra França visitar as amigas. Um desejo imenso de conversar com meu pai, de perguntar como ele tá. De desejar Feliz Natal. Feliz ano novo, Feliz carnaval, Feliz páscoa. Feliz dia dos pais. E depois, Feliz Natal de novo.


Mas sei
que tudo é proibido.  Aliás, eu queria dizer que tudo é permitido até beijar você no escuro do cinema quando ninguém nos vê.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"sobre os tetos jogo uns restos de mim"

domingo, 28 de abril de 2013

Toda minúcia, toda delícia.




                                                                    E quando ele vai
ainda passo dias vários
achando a casa vazia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A pessoa mais insegura que você conheceu. Aqui ela escreve.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Desejo

Eu quero um gole de cerveja,no seu copo, no seu colo e nesse bar.

 Bem é como eu me sinto quando eu percebo que ainda posso sentir e gostar e querer ficar junto.   E meu coração selvagem mal pode esperar. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

é o avesso de um sentimento


Nunca mais escrevi. Nem foi por falta de ter o que contar. A verdade é que a gente se acostuma. Com a cidade, com as faltas. A gente se acostuma com esse foi que já não é mais.
Com o trabalho chato, com a preguiça das coisas imediatas. Com a luz do banheiro que queimou. Se acostuma com a merda dessas noites congelantes sem ter onde aquecer o pé. Eu ando até acostumada com a culpa eterna que eu carrego por ter deixado minha mãe por lá.  Cansei de deixar o mal resolvido tomar de conta só pra não ficar sozinha. Eu olho pra sete meses atrás e tudo que foi trilhado até aqui E quer saber? A verdade é que Brasília me deixa livre. E meus caros, eu sempre quis ser livre.

Vou sossegar o coração. Ele merece.  Foram tempos difíceis.

domingo, 18 de março de 2012

Ligar pra tantos ramais, ninguém pra falar sobre o vermelho que abre este dia.

Bom,
Desde que o ano mudou, eu também mudei. Escolhi o primeiro dia do mês que tem carnaval para sair da barra da saia da minha mãe e tentar as coisas nessa cidade. Chorei como eu nunca chorei essa vida. Pelas mudanças, pelas coisas que deram erradas, pela morte do meu pai.


Tenho uma casinha, louças pra lavar, roupas para administrar. Tenho um trabalho bem trabalhoso e cansaço todas as noites. Não tenho mais ninguém pra ninar e me ninar também e isso as vezes me deixa bem mais cansada. E essa cidade tem uma capacidade incrível de engolir você com essa solidão que só ela sabe mostrar. E sabe lá se na hora H de escrever a música o Criolo não trocou as siglas.


Conheci pessoas, não consegui o que mais queria (que era o mestrado), encontrei alguns lugares legais. Sigo aí tentando entender o fluxo das pessoas, dos quereres. Achei Brasília cara. Muito cara. Emocionalmente, então.

Mesmo com tudo isso, Brasília é bonitinha. As vezes dá uma coisa boa em vê-la num dia ensolarado, cheia do seu verde que me deixa bem.

Comprei uma mesa e não jogo mais as coisas no chão. E falta tanta coisa. Cada uma delas vai tomando seu lugar, numa montagem, construindo algo que não sei bem o que é. Só que eu to vivendo, eu to tentando...

Mas sabe aquela vontade de voar q eu tinha? Tá aí voando.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Emancipada estoy

O meu estado insone virou uma rotina desde que eu não sei exatamente o que colocar nessas caixas. Talvez eu tenha que escolher um livro e não outro, talvez eu não possa ter todas as capas da Revista Piauí que eu gosto de observar, talvez eu esqueça de tanta coisa...
Aí eu penso , penso, penso e sobra noite. Falta sono. Lembro do novo amigo que no meio da fumaça do cigarro concordava comigo que "todo amor é o amor da vida da gente". E talvez seja assim mesmo.

Coisa de coração cigano.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

diga lá menina, o que é que você quer ser quando crescer?

* Escutar o silêncio
*Me sentir em casa
* Descobrir meu lugar absurdo-preferido-e-sem-sentido.
*Fazer mestrado
*Comprar uma câmera velha.
* Lembrar do papai todos os dias
*Cantar no chuveiro
*Ter memória seletiva
*Cheiro de parque, planta e flor
*Patinar
* "distância sempre faz nascer amor"
*Tentar conversar com as pessoas sem ativar minhas auto-defesas
*Economizar pra Montivideo.
*Não ter um sofá
* Minha carne é de carnaval
*Fazer amigos
* Casa com jarrinho de flor.
*Foto dos sobrinhos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

qual é a sua sina?

Preservar o que as coisas tem de único.
E só assim acho que vou encontrar a minha sina.

Seja o que for pra ser. Porque a vida não tem guarda-chuva. Ninguém se protege do amor, nem da dor. "O correr embrulha".

Preservar o que as coisas tem de único.
E só assim acho que vou encontrar a minha sina.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Histórias da Carochinha

Estudei no Diocesano 11 anos da minha vida. Nas minhas memórias escolares nada mais existe além dos pátios enormes cheirando a bomba da cantina, o túnel ‘futurista’ que ligava um prédio até o outro, a Dona Toinha, o irmão Guido e suas fichas de lanches, o Seu Roberval, as milhares de atividades culturais-artísticas-enrolativas que eu participava. A Praça Saraiva, o Mineirão...a coxinha pingando gordura do Mineirão.

Lembro que todo início de ano era a mesma coisa. A gente se ligava e dizia: Vamos ver se ficamos na mesma turma? E lá íamos... a cambada toda verificar se estávamos todos juntos por mais um ano. Mas em 1999 foi diferente. Depois de cinco anos com a minha patota, lá estava eu separada dela. Junto comigo mais uns três ou quatro desgarrados, que ficaram divididos cada um em uma turma diferente. Éramos os demônios, os capetas, aqueles que precisavam ser separados para a ordem prosseguir naquela turma C.

Pois bem, eu virei “F” e fiquei dois anos assim. Depois me mudaram pra A , depois pro B, depois...bom depois eu nem lembro mais. Fui pulando de galho em galho, mas com a diferença de que mais pessoas foram também se mudando e eu fiquei sem entender eternamente essa pedagogia troca-troca do Diocesano. Mais adiante eu fui entender que isso acontecia na vida lá fora também.

Na ''F 'eu fiz as melhores amigas do mundo, na "A" eu quase reprovei por pura vadiagem, nas outras salas eu fui indo, indo, indo. Arrumei amores , amigos, conversas, fui pegando livro emprestado entre um horário e outro porque conhecia todo mundo. Em todo lugar.

Em 2011, fazem exatos 17 anos que eu saí do C. A turma original resolveu via Facebook se reunir para fazer um remake da clássica foto de turma. Falando com um dos ‘demônios-mudados-de-sala-junto-comigo’ dizia que hoje eu entendia porque nós mudaram tão cedo da "C". Nós éramos diferentes. Mas a escola é muito cruel para os diferentes. Meu amigo Zé [ um dos demônios] é professor de história e eu virei jornalista. Não que isso seja lá grande coisa, mas eu tenho o maior orgulho. Orgulho de como a gente consegue enxergar a vida e de como a gente já conversava naquela época sobre isso.

Zé, seu preto...hoje eu entendo, quase 20 anos depois eu entendo tudo aquilo que chorei. Mas a gente merecia , Zé. A gente merecia mais. A gente continua merecendo. E isso que move.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ser de sagitário

Olha, mas eu só sigo se tiver paixão.
ou tesão.
E morreu Maria Preá.

domingo, 25 de setembro de 2011

A frase mais bonita da cidade ou um post sobre amizade

-Você pode contar comigo.

Pra mim é grande coisa. Bom ouvir, bom ser ouvida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Alguém nesse mundo de meu deus me diz que...



If I could have a second skin, I'd probably dress up in you.



Meu calo, minha casca, minha cápsula protetora andam prejudicados.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Das sabedorias da madrugada amiga

























De amor eu até morreria.
De dúvida, não.

Só sei que...

Não quero mais nada para enlinhar meu coração.
A gente vive por um triz.
Mas eu quero tá bem e forte.
Pra segurar todo o mar que vem por aí.
Vida é mar.

A gente vive por um triz
Essa é que é a verdade.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

sobre a hora de voltar com meus cigarros

Tenho pensando muito
sobre como se proteger da dor , do amor
e da fragilidade dessa vida.
Sobre como a gente não conhece mesmo as pessoas
e sobre como tudo pode se desfazer em um piscar de olhos.



Pois bem...talvez seja mesmo a hora de voltar. Fazer fumaça no peito para acalentar. Como se fizesse diferença.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Poeira

Mesmo sem saber o que vai ser amanhã ou depois, o que eu tenho pronto pra te dizer é: não deixe a vida virar poeira.